Nome do Fedora 14 escolhido

A versão de número 14 do Fedora terá como codinome:

  • Laughlin com 610 votos!

A conexão entre God­dard e Laughlin é: Robert Goddard era um professor de física assim como Robert Laughlin.

As outras opções para codinome obtiveram:

  Laramie | 594 votos

  Ventnor | 507 votos

  Mitikas  | 482 votos

  Hoppin  | 459 votos

  Fytnargin  | 403 votos

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Nome do Fedora 14

Montenegro
Céu de brigadeiro
Casimiro Montenegro foi um dos primeiros pilotos do Brasil, criador do Correio Aéreo Nacional e fundador do Instituto Tecnológico da Aeronáutica - ITA. A vida aventurosa deste militar cearense acaba de render dois livros. Um deles é a mais nova reportagem biográfica do escritor Fernando Morais, que será lançado em Fortaleza no próximo dia 28

Fonte: Jornal O POVO

Eleuda de Carvalho
da Redação

O jovem tenente Montenegro, em 1929, ao lado de um Morane Saulnier 147, dois anos antes de fazer o vôo inaugural do Correio Aéreo Nacional e a cerca de duas décadas para criar o mais importante (e pioneiro) centro de pesquisa tecnológica do Brasil. A vida, as aventuras e o legado deste cearense de Fortaleza estão bem contados no mais novo livro do escritor Fernando Morais, Montenegro - as aventuras do Marechal que fez uma revolução nos céus do Brasil (Planeta).

Os 95 anos de vida do Marechal-do-Ar Casimiro Montenegro Filho (1904-2000) couberam em 327 páginas, 20 capítulos, com iconografia - fotos, bilhetes, postais, documentos. Fernando Morais começa o livro fazendo uma retrospectiva do "sonho de Ícaro", culminando com o vôo do 14-Bis de Santos Dumont, em 1906. O Brasil, escreve Morais, detém "a duvidosa glória de ter sido a primeira nação do mundo a utilizar o avião como arma de guerra, durante a repressão aos beatos da Guerra do Contestado, em Santa Catarina, em 1911 - seis anos antes da I Guerra Mundial". Nesse tempo, o menino Mimiro apenas sonhava voar. Em 1923, com pouco dinheiro e 19 anos, embarcou na segunda classe de um navio do Lloyd, para o Rio de Janeiro, e logo estaria cursando a Escola Militar. Quando estourou a Revolução de 30, a revolução dos tenentes, Casimiro estava a postos. Pilotando o monomotor Potez, sem os equipamentos completos, decola do Campo dos Afonsos, subúrbio do Rio, para combater a resistência em Belo Horizonte.

A audácia da juventude não parou por aí. Em 32, o tenente Casimiro é preso em São Paulo, pelos constitucionalistas. Um ano depois, ânimos serenados, a bordo de um obsoleto Curtiss Fledgling, de fuselagem vermelha e asas amarelas, apelidado Frankenstein, o "cearense tímido, magro, de profundos olhos azuis e nome de poeta romântico" faz o primeiro vôo do Correio Aéreo Militar, inaugurando a rota Rio-São Paulo. Depois, maperaria a região Centro-Oeste. Depois, o Nordeste, quando entra em cena o tenente cearense José Sampaio de Macedo, o "sertanejo da Aeronáutica". Mapearam juntos a rota do rio São Francisco.

Agora, uma viagem do Rio para Fortaleza, seguindo o curso do Velho Chico, demorava apenas dois dias, com escalas em Belo Horizonte, Pirapora (MG), Bom Jesus da Lapa e Remanso (BA), Petrolina (PE), Crato, Juazeiro, Iguatu, Quixadá. Mas o grande feito de Casimiro Montenegro começou a tomar forma logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando ele fez uma visita ao MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos. O coronel Montenegro voltou da viagem com um plano audacioso: criar no Brasil uma escola nos moldes daquela. Estava começando a nascer o Instituto Tecnólogico da Aeronáutica.

O local escolhido por ele, devido às condições de clima, altitude, proximidade dos grandes centros e energia abundante foi a cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo - sem saber, escreve Fernando Morais, que muito anos antes Santos Dumont também sonhara com aquele lugar para construir uma escola. Até começar a se erguer, em meio ao campo, os edifícios, laboratórios, túneis de ar e as residências da cidade universitária, foram muitas idas e vindas. Políticas. Militares. Getúlio Vargas é derrubado do poder, sem assinar o plano de criação do futuro Centro Tecnológico da Aeronáutica-ITA. O "carrancudo" general mato-grossense Eurico Gaspar Dutra, que disputou a eleição com o brigadeiro Eduardo Gomes e ganhou, implicou com o nome do arquiteto que ganhou a concorrência: o comunista Oscar Niemeyer. Casimiro Montenegro deu um jeitinho: "O senhor arranje alguém de sua confiança para assinar o contrato em seu lugar com o Ministério da Aeronáutica e o resto é por minha conta". E assim, as linhas sinuosas e modernas de Niemeyer ergueram-se em uma nova cidade.

Casimiro Montenegro estava ainda solteiro, aos 49 anos, quando convida, para acompanhá-lo numa viagem de trabalho a Londres, sua sobrinha Antonietta, filha de seu irmão mais velho, Júlio. Entre eles, a diferença de 20 anos de idade. Entre noivado e namoro, menos de cinco meses. Antes do casório, Casimiro é promovido a brigadeiro-do-ar. A viagem de núpcias foi encurtada, com o suicídio de Getúlio Vargas. Vieram os tempos de Juscelino Kubitscheck, e na onda desenvolvimentista o ITA cresceu. Naqueles meados dos anos 50, o ITA adquiriu o primeiro computador do Brasil, com verba doada pela Fundação Ford, um "compacto" IBM-1620, cuja CPU pesava 16 quilos, e a impressora tinha o tamanho de um sofá de três lugares. O primeiro protótipo nacional, batizado de Zezinho, tinha um painel de dois metros de largura por 1,5 de altura e lâmpadas de neon que acendiam e apagavam à medida que as infromações eram processadas. Nada mais que uma "gigantesca calculadora", diz Morais. No ITA, o corpo docente era escolhido entre os melhores de sua especialidade. Entre eles, o físico chinês Feng, que "embaralhava cantonês, mandarim, inglês, alemão e português", segundo recordou ao autor o brigadeiro Piva. As aulas eram em inglês, e português, a segunda língua. Mas todos se entendiam numa linguagem universal - a matemática.

Aos 59 anos, a visão periférica de Montenegro começa a falhar. É um senhor de cabelos e bigodes brancos, pai de cinco filhos pequenos, e está sofrendo de glaucoma. Exonerado do cargo de diretor do CTA pelo regime militar de 1964, Casimiro não viu - mas soube - dos desmandos acontecidos na escola, com a perseguição de alunos e professores acusados de serem subversivos. Casimiro Montenegro se recolheu em casa. Mas sua luta pelo ITA continuou, embora na surdina e na escuridão. O escritor Fernando Morais (autor de Olga e Chatô, o rei do Brasil, entre outros) virá a Fortaleza para o lançamento do livro, no próximo dia 28, a convite do Programa Literato, do Centro Cultural Banco do Nordeste. (Eleuda de Carvalho)

SERVIÇO
Montenegro (as aventuras do marechal que fez uma revolução nos céus do Brasil) - novo romance biográfico do escritor Fernando Morais. Edição Planeta, 300 páginas, R$ 39,90. O livro será lançado em Fortaleza no próximo dia 28 de fevereiro, no Programa Literato do CCBNB.

Novato no Linux

Ai sou novato no linux,e estou querendo aprender o maximo do linux...

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